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domingo, 30 de março de 2014

A menina que roubava livros.


 Hoje finalmente tive o prazer de assistir a adaptação de "A menina que roubava livros". Mas não vou falar sobre a história em si ou sobre as ótimas atuações, dessa vez eu resolvi falar sobre tudo que essa história me trouxe.
"A menina que roubava livros" consegue ser ao mesmo tempo o grito e a paz na minha alma, e com certeza é uma das histórias mais emocionantes a ser contadas. Em tempo de guerra julgamos quem são os vilões e mocinhos ou os perdedores e vencedores, porém para mim a verdade é uma só: ninguém ganha. Nessa história vemos todos os inocentes que pagam o preço da morte apenas por serem que são ou estarem no lugar errado na hora errado, milhares de "ninguéns" pagando pelos grandes "alguéns" senhores da guerra, onde os "ninguéns" são muito mais "alguéns", são muito mais "OS" do que "uns", são muita mais gente do os que comandam tudo isso. E ainda me pego pensando em como a morte, ou na verdade a vida que vem após a morte, pode ser um prêmio para os que não precisaram mais "viver" em meio ao horror de uma guerra onde o ódio é argumento decisivo e todo o resto é balela.
Mas não é só sobre mortexvidaxguerra que devo falar, pelo contrário. Isso tudo é muito mais sobre o caráter que floresce em tempos difíceis, é sobre coragem, força, fé, generosidade que florescem em meio a guerra, em meio ao caos. É sobre a beleza em alguns seres humanos em tempos de horror, é sobre Liesel ser "apenas" uma garota com muito mais força e bondade do que tantos "grandes", é sobre a luta de Hans em continuar trazendo seu melhor ao mundo mesmo com todos os problemas do seu dia a dia, é sobre a amargura de Rosa se desfazer logo nos tempos mais difíceis graças a "redescoberta" do amor, pelo marido, pela filha, é sobre Rudy e sua coragem, em sua inocência e esperteza de menino e é sobre Max, sobre achar graça e sorrisos em meio a luta, em meio a sobrevivência. Isso tudo é sobre o amor. É sobre a morte não ser o suficiente para apagar a grandeza da alma. Digo mais, digo que é sobre o poder das palavras, o poder da escrita para mudar o mundo, para se mostrar ao mundo. Para mim é um lembrete de que a morte não vence a vida, é um lembrete da minha vó, é um lembrete do poder da escrita, é um lembrete de que na minha simplicidade eu posso sim ajudar a mudar o mundo, desde que eu tenha amor e uma caneta. Ou até um lápis.

                                                                  Beijo, G.











 











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